Dia 16 de Abril
O despertar de hoje foi bem mais simpático. A passarada poisa cedo nas acácias que circundam a casa.
Todas as manhãs alguém da equipa fica incumbido de ir comprar o pão. Na padaria, que também é drogaria e mercearia, reparámos que os produtos se vendem em porções pequenas. Tudo é doseado e comprado só se necessário. Mais um sinal dos escassos recursos neste canto do mundo.
A manhã estava mais fresca o que nos ajudou a adiantar bastante a pintura no exterior do CPMR. O interior ficou acabado e demos a primeira de mão de amarelo nas paredes lá de fora.
Os miúdos já decoraram os nossos nomes. Chamam-nos vezes sem conta a pedir conversa!
Ainda demos uma ajudinha no almoço. Amanhámos e cortámos o peixe que foi frito para o almoço!
Aqui habituamo-nos a fazer tudo com poucos recursos e condições simples. Os alguidares são postos no chão, nas pernas põe-se um pano, e enquanto que com uma mão se enxotam as moscas, com a outra continua-se a tarefa. A cozinha é pequena e portanto as refeições começam a ser preparadas no alpendre.
A verdade é que não falta nem sabor aos cozinhados nem boa disposição à mesa!
Nada estava planeado para essa tarde e portanto cada aventureiro solidário gozou Réfane como bem lhe entendeu.
Uns foram fazer toalhas e fatos senegaleses, outros passearem de charrete e outros desapareceram por ali…
O despertar de hoje foi bem mais simpático. A passarada poisa cedo nas acácias que circundam a casa.
Todas as manhãs alguém da equipa fica incumbido de ir comprar o pão. Na padaria, que também é drogaria e mercearia, reparámos que os produtos se vendem em porções pequenas. Tudo é doseado e comprado só se necessário. Mais um sinal dos escassos recursos neste canto do mundo.
A manhã estava mais fresca o que nos ajudou a adiantar bastante a pintura no exterior do CPMR. O interior ficou acabado e demos a primeira de mão de amarelo nas paredes lá de fora.
Os miúdos já decoraram os nossos nomes. Chamam-nos vezes sem conta a pedir conversa!
Ainda demos uma ajudinha no almoço. Amanhámos e cortámos o peixe que foi frito para o almoço!
Aqui habituamo-nos a fazer tudo com poucos recursos e condições simples. Os alguidares são postos no chão, nas pernas põe-se um pano, e enquanto que com uma mão se enxotam as moscas, com a outra continua-se a tarefa. A cozinha é pequena e portanto as refeições começam a ser preparadas no alpendre.
A verdade é que não falta nem sabor aos cozinhados nem boa disposição à mesa!
Nada estava planeado para essa tarde e portanto cada aventureiro solidário gozou Réfane como bem lhe entendeu.
Uns foram fazer toalhas e fatos senegaleses, outros passearem de charrete e outros desapareceram por ali…
Dia 15 de Abril
Alvorada forçada às 06.00 da manhã. Um galo que andava em redor das nossas tendas fez questão de nos dar os bons dias – e assinou a sua sentença de morte.
A fila para a casa de banho chega à porta da rua… Somos 11 pessoas a partilhar uma casa de banho!
Reunimo-nos à mesa do pequeno-almoço. Sobre a mesa há baguetes gigantes de uma padaria local, compotas de alperce, ameixa e bissap (flor rosa escura da qual também se faz chá), manteiga e queijo “importados”, leite em pó e café português!
A pintura do CPMR é dirigida pelo Antoine. Este senegalês estava feliz com tanta gente para comandar.
Na primeira manhã demos a primeira de mão no interior do centro. O Antoine compôs o azul que ficara definido e distribuiu o pessoal pela sala.
A pintura do edifício causou sensação. Os mirones eram mais que muitos.
Mais á vontade, as crianças espreitavam pelas janelas. Num misto de Francês e Wolof, duas das línguas oficiais do Senegal, perguntavam pelos nossos nomes. Nós retribuíamos a pergunta e tentávamos memorizar os nomes dos miúdos. Impossível… Eram muitos e esquisitos demais para nos lembrarmos!
Acabámos de trabalhar por volta da 1h00. O calor começa a apertar e torna-se insuportável continuar.
Nessa tarde fomos a Reo-Mao, outra aldeia onde a AMI ajudou a fundar um centro de saúde.
Aqui nasce, em média, uma criança por dia.
Neste dia houve luta Lamb em Reo Mao. Esta luta tem como objectivo derrubar o adversário de modo a que este fique estendido de braços e pernas no chão. Os competidores sucedem-se segundo a altura e peso. As tácticas passam por agarrar braços, pernas e a tanga que vestem. Um dos tipos de luta permite ainda que se bata no adversário, excepto no coração e nariz.
Assistir à competição implica ver os rituais de fetiches e bênçãos do campo e lutadores. Pisam-se sementes, espalham-se águas benzidas e dança-se. Invoca-se a sorte e roga-se pelo azar do outro.
As cerimónias podem durar cerca de uma hora e meia. Os combates desde segundos a 15 minutos.
Nós estávamos espantados com a força daqueles corpos. Os músculos parecem esculpidos e “excesso de peso” é coisa que não se avista. Nesta terra não há vida sedentária…
É uma maravilha chegar a casa e sermos recebidos pela Dior. Hoje preparou-nos para o jantar o nosso galo despertador.
A calmaria reina nas noites de Réfane. A temperatura é amena e sabe-nos bem sentir na cara o vento que roça também nas árvores. Conversamos á luz das estrelas e como som de fundo temos os cantos de oração na mesquita.
Alvorada forçada às 06.00 da manhã. Um galo que andava em redor das nossas tendas fez questão de nos dar os bons dias – e assinou a sua sentença de morte.
A fila para a casa de banho chega à porta da rua… Somos 11 pessoas a partilhar uma casa de banho!
Reunimo-nos à mesa do pequeno-almoço. Sobre a mesa há baguetes gigantes de uma padaria local, compotas de alperce, ameixa e bissap (flor rosa escura da qual também se faz chá), manteiga e queijo “importados”, leite em pó e café português!
A pintura do CPMR é dirigida pelo Antoine. Este senegalês estava feliz com tanta gente para comandar.
Na primeira manhã demos a primeira de mão no interior do centro. O Antoine compôs o azul que ficara definido e distribuiu o pessoal pela sala.
A pintura do edifício causou sensação. Os mirones eram mais que muitos.
Mais á vontade, as crianças espreitavam pelas janelas. Num misto de Francês e Wolof, duas das línguas oficiais do Senegal, perguntavam pelos nossos nomes. Nós retribuíamos a pergunta e tentávamos memorizar os nomes dos miúdos. Impossível… Eram muitos e esquisitos demais para nos lembrarmos!
Acabámos de trabalhar por volta da 1h00. O calor começa a apertar e torna-se insuportável continuar.
Nessa tarde fomos a Reo-Mao, outra aldeia onde a AMI ajudou a fundar um centro de saúde.
Aqui nasce, em média, uma criança por dia.
Neste dia houve luta Lamb em Reo Mao. Esta luta tem como objectivo derrubar o adversário de modo a que este fique estendido de braços e pernas no chão. Os competidores sucedem-se segundo a altura e peso. As tácticas passam por agarrar braços, pernas e a tanga que vestem. Um dos tipos de luta permite ainda que se bata no adversário, excepto no coração e nariz.
Assistir à competição implica ver os rituais de fetiches e bênçãos do campo e lutadores. Pisam-se sementes, espalham-se águas benzidas e dança-se. Invoca-se a sorte e roga-se pelo azar do outro.
As cerimónias podem durar cerca de uma hora e meia. Os combates desde segundos a 15 minutos.
Nós estávamos espantados com a força daqueles corpos. Os músculos parecem esculpidos e “excesso de peso” é coisa que não se avista. Nesta terra não há vida sedentária…
É uma maravilha chegar a casa e sermos recebidos pela Dior. Hoje preparou-nos para o jantar o nosso galo despertador.
A calmaria reina nas noites de Réfane. A temperatura é amena e sabe-nos bem sentir na cara o vento que roça também nas árvores. Conversamos á luz das estrelas e como som de fundo temos os cantos de oração na mesquita.
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